Fasceíte Plantar

 

Quais são os fatores de risco para fascite plantar?

 

Na maioria dos casos, a fasceíte plantar não apresenta uma única causa identificável. Há, portanto, muitos fatores que podem contribuir com o desenvolvimento da fasceíte plantar, sendo eles:

1. Encurtamento da cadeia posterior.

2. Uso de calçados inadequados.

3. Obesidade

4. Atividade impacto repetitivo (corrida / esportes)

5. Mudanças nas atividades esportivas ou aumento de intensidade dessas atividades

Embora muitas pessoas com fasceíte plantar tenha um esporão ósseo no calcâneo, estes não são a causa da dor. Uma em cada 10 pessoas apresentam esporão de calcâneo, porém, apenas 5% das pessoas com esporão de calcâneo apresentam dor

Quais são os sintomas da fascite plantar?

 

Os sintomas mais comuns da fasceíte plantar são:

- Dor na região plantar do calcâneo.

- Dor ao dar os primeiros passos depois de sair da cama pela manhã ou após um longo período de descanso.

- Aumento da dor após o exercício ou atividade.

Quais exames de imagem são necessários?

 

Radiografias fornecem imagens claras dos ossos, podendo ver a presença do esporão ósseo e sendo úteis para descartar outras causas de dor no calcanhar, como fraturas ou osteoartrose. Outros exames de imagem, como a ressonância magnética (RNM) e ultra-som não são rotineiramente usados ​​para diagnosticar a fasceíte plantar, sendo indicados, principalmente se a dor no calcanhar não é aliviada pelos métodos de tratamento iniciais.

 

Como tratar a fascite plantar?

 

Tratamento Conservador

Mais de 90% dos pacientes com fascite plantar melhoram com o tratamento conservador (não cirúrgico). São algumas medidas que podem auxiliar no tratamento da fascite plantar:

1. Fisioterapia. Exercícios de alongamento da cadeia posterior e em especial da fáscia plantar são uma parte fundamental do tratamento da fasceíte plantar. Devem ser realizados diariamente e de preferência sob a supervisão de um fisioterapeuta.

2. Adequação de calçados e uso de calcanheiras de silicone. Sapatos de solado firme e com amortecimento adequado permitem que, durante a marcha, exista uma distensão menor da fáscia plantar e um impacto menor sobre a origem da fáscia plantar, diminuindo assim os sintomas dolorosos.

3. Mudança de atividades. Reduzir ou mesmo suspender completamente as atividades que pioram a dor no calcanhar. Pode ser necessário suspender atividades esportivas de impacto ou realizadas em superfícies duras (como corrida ou aeróbica).

4. Crioterapia e medicamentos. O uso de compressas ou bolsas de gelo 3 a 4 vezes ao dia por 15 minutos no local de dor pode ajudar com a melhora dos sintomas.

O uso de antiinflamatórios não hormonais podem ajudar no controle da dor.

5.Talas ou órteses noturnas. O uso de talas ou órteses noturnas permite com que a fáscia plantar se mantenha alongada durante a noite, de modo que ao pisar pela manhã o paciente não sinta dor pois não haverá um alongamento abrupto dessa estrutura.

 

Tratamento cirúrgico

 

O tratamento cirúrgico para a fasceíte plantar só é considerado após  12 meses de tratamento não cirúrgico (conservador) agressivo e raramente é indicado,sendo o principal procedimento a liberação da fáscia plantar. A liberação da fáscia plantar, seja ela realizada de forma aberta ou endoscópica, consiste na "soltura" da fáscia plantar em sua inserção na região plantar do calcâneo. Desse modo a fáscia plantar tende "alongar-se" e a cicatrizar nessa nova posição de alongamento.

O que é fasceíte plantar?

Fascite plantar (fascite ou esporão do calcâneo) é a causa mais comum de dor no calcanhar. A fascite plantar ocorre quando a fáscia plantar, estrutura que ajuda no suporte do arco medial do pé, se apresenta inflamada.

Quais são as causas da fascite plantar?

A fáscia plantar é projetada para absorver o grande parte do impacto em nossos pés. Mas, muitas vezes, o excesso de pressão nessa estrutura, acaba por danificar esse tecido. A resposta natural do organismo a essa lesão é a inflamação, resultando em dor no calcanhar.

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