• Dr. Alejandro Zoboli

Ruptura do Tendão de Aquiles

Atualizado: 28 de fev.


O tendão de Aquiles é um dos tendões mais fortes do corpo humano, mesmo assim a ruptura do tendão de Aquiles ou tendão calcâneo é a ruptura tendínea mais comum.

A incidência desta lesão é de 18 a cada 100.000 pacientes por ano, sendo mais comuns em pacientes do sexo masculino e cuja a idade é entre 30-40 anos.

Os principais fatores de risco associados a esta lesão são o uso de antibióticos (ex:quinolonas), injeções tópicas de corticóides e, principalmente, atletas episódicos (atletas de fim de semana).


Como ocorre a ruptura do Tendão de Aquiles?


A ruptura do tendão de Aquiles normalmente ocorre após um trauma com a dorsiflexão forçada do tornozelo ou após uma grande tração da musculatura da panturrilha. Durante a ruptura do tendão o paciente experimenta uma dor súbita e intensa na região posterior do tornozelo, acompanhado de um estalido (muitas vezes audível) e incapacidade funcional. Normalmente os pacientes referem a dor da ruptura como a sensação de ter apresentado uma “pedrada” na região posterior da perna.


Quais são os sintomas da ruptura do Tendão de Aquiles?


Após a ruptura do tendão calcâneo, os pacientes apresentam dor na região posterior da panturrilha, associado a dificuldade para caminhar por conta da falta de força do tríceps sural.

Devido a ruptura do tendão, muitas vezes há um edema e um hematoma no local da lesão.


Como fazer o diagnóstico da ruptura do Tendão de Aquiles?


O diagnóstico da ruptura do tendão de Aquiles é iminentemente clínico. O ortopedista, especialista em pé e tornozelo, através de uma boa história clínica e de um exame físico, consegue diagnosticar com certa precisão a ruptura do tendão. Caso exista dúvida diagnóstica ou se deseje avaliar as condições do tendão lesado ou outras lesões associadas, o cirurgião de pé e tornozelo pode solicitar um ultrassom de tornozelo / perna ou uma ressonância magnética do tornozelo, no qual se evidenciará a lesão do tendão de Aquiles.


Após o diagnóstico, como tratar tais lesões?


Uma vez diagnosticada a ruptura do tendão de Aquiles, o tratamento precisa ser instituído.

O tratamento pode ser conservador (não operatório) ou cirúrgico (operatório).


Tratamento Conservador:

O tratamento conservador baseia-se no uso de um imobilizador gessado, sem carga, por um período médio de 6-8 semanas com o tornozelo em flexão plantar e progressivamente sendo dorsifletido até atingir os 90º. Após esse período de imobilização inicia-se o tratamento fisioterápico visando ganho de força muscular, equilíbrio e amplitude de movimento articular. Apesar de não ser um tratamento invasivo e de não apresentar os riscos inerentes ao ato cirúrgico, o tratamento não operatório apresenta índices de alongamento do tendão (e consequente fraqueza) maiores que o tratamento cirúrgico além do desconforto do uso da imobilização e de ficar sem carga.


Tratamento Cirúrgico:


O tratamento cirúrgico das rupturas do tendão de Aquiles, consiste em realizar uma sutura (tenorrafia do tendão) entre os cotos tendíneos rompidos. Desse modo o comprimento do tendão é reestabelecido e o paciente apresenta um risco menor de ter perda de força e um tempo menor de retorno as atividades habituais.

O tratamento cirúrgico pode ser realizado de maneira aberta ou percutânea (minimamente invasiva).


Cirurgia Aberta:

A cirurgia aberta consiste em uma incisão na região posterior do tornozelo (sobre o tendão de Aquiles), exposição do tendão e a tenorrafia do mesmo (sutura-pontos). As vantagens desse método é uma sutura forte e confiável, entretanto, a ferida operatória na região posterior do tornozelo está susceptível a complicações como deiscências e infecções.


Cirurgia Percutânea:

A cirurgia percutânea consiste na sutura dos tendões através de uma pequena incisão (aproximadamente 3-4 cm) e auxiliado por instrumentos (pinças) especificas para o procedimentos que permitem uma sutura confiável com pequenas incisões. As vantagens desse método são os menores índices de complicações de ferida operatórias (deiscências e infecções) entretanto, por ser uma sutura indireta, alguns trabalhos apontam para uma menor confiabilidade e firmeza da sutura, entretanto essa informação ainda é controversa.


Complicações

A principal complicação das cirurgias de tenorrafia do tendão de Aquiles são as complicações de pele e partes moles: deiscências (não fechamento de feridas) e infecções. Além dessas complicações, podem ocorrer re-rupturas do tendão (associado principalmente ao tratamento conservador) e lesões do nervo sural.

Caso apresenta sintomas de sobrecarga na frente do pé ou de neuroma de Morton, procure seu Ortopedista especialista em Pé e Tornozelo para melhores informações à respeito do melhor tratamento.





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