Tendinopatia do Tendão de Aquiles

A tendinopatia do tendão de Aquiles ou tendão calcâneo é uma condição comum que provoca dor na região posterior do tornozelo e calcanhar, além de incapacidade funcional.

Embora o tendão de Aquiles possa suportar grandes tensões como ao correr e saltar, não é raro pacientes apresentarem sua degeneração e consequentemente dor no tendão de Aquiles.

 

A tendinite corresponde ao processo inflamatório de um tendão. Esse processo inflamatório é uma resposta natural do organismo a sobrecarga, ferimentos ou doenças, e muitas vezes leva a edema, eritema e dor. Existem dois tipos de tendinite do tendão de Aquiles: a insercional e a não insercional.

Tendinite não insercional do tendão de Aquiles

 

Na tendinite não insercional do tendão de Aquiles, as fibras da porção média do tendão apresentam um processo inflamatório, podendo apresentar fissuras, áreas de roturas parciais ou até rotura total do tendão.

 

Tendinite insercional do tendão de Aquiles

Na tendinite insercional do tendão de Aquiles, as fibras da porção distal, os seja, de sua inserção com o calcâneo apresentam um processo inflamatório, podendo apresentar fissuras ou lesões parciais.

Qual é a causa da tendinopatia do tendão de Aquiles?

A tendinopatia do tendão de Aquiles normalmente não está relacionada com um evento pontual e específico. A lesão normalmente resulta da sobrecarga repetitiva imposta ao tendão. Entretanto existem outros fatores que contribuem com a degeneração do tendão de Aquiles como:

1. Encurtamento de cadeia posterior. Pacientes com a musculatura da cadeia posterior, em especial o complexo gastrosolear apresentam uma sobrecarga maior no tendão de Aquiles e, portanto, estão mais sujeitos a processos degenerativos.

2. Presença de deformidade em Haglund no calcâneo. Pacientes que apresentam essa deformidade no calcâneo apresentar uma área de atrito entre essa porção óssea e o tendão de Aquiles; desse modo, o tendão está mais sujeito a lesões e eventualmente até a ruptura do tendão de Aquiles.

3. Uso de medicações específicas. Certas medicações têm a característica de causar danos ao tecidos tendinosos, podendo contribuir com a tendinopatia do tendão de Aquiles.

Quais são os sinais e sintomas dos pacientes com tendinopatia do tendão de Aquiles?

Os sintomas mais comuns dos pacientes portadores de tendinopatia do tendão de Aquiles são:

 

1. Dor ao longo do tendão de Aquiles, que piora com a atividade.2

2. Espessamento do tendão, edema na região posterior do tornozelo e muitas vezes eritema associado.

3. Incapacidade ou dificuldade em ficar na ponta dos pés.

4. Presença de osteófito (calcificação) na região posterior do calcâneo ou no tendão.

5. Possibilidade de rompimento do tendão de Aquiles devido a degeneração do tendão.

Quais são os exames que auxiliam no diagnóstico da tendinopatia do tendão de Aquiles?

 

Os exames de imagem que podem ajudar o médico no diagnóstico incluem:

Radiografias. Exames de raios-X podem mostrar se o tendão de Aquiles apresenta calcificações. Estas calcificações provavelmente se associam a um processo inflamatório do tendão de Aquiles, seja ela insercionais ou não insercionais.

 

Ressonância nuclear magnética (RNM). Embora as imagens por ressonância nuclear magnética (RNM) não seja necessárias para diagnosticar a tendinopatia do tendão de Aquiles, ela é importante para tem uma idéia clara da localização da lesão, do tamanho da lesão e para realizar um planejamento cirúrgico caso seja o caso.

Qual o tipo de tratamento para a tendinopatia do tendão de Aquiles?

​Tratamento conservador​

Em grande parte dos casos, o tratamento conservador proporciona um alívio dos sintomas., embora possa demorar alguns meses para resolução completa dos sintomas. O tratamento conservador consiste na instauração de diversas medidas como:

 

Repouso. O primeiro passo na redução da dor é diminuir ou mesmo parar as atividades que intensificam os sintomas.

 

Crioterapia (gelo). Compressas ou bolsas de gelo sobre a área de dor pode ser útil no controle da dor e edema. Isto pode ser realizado durante até 20 minutos, 3 a 4 vezes ao dia enquanto houver dor ou edema.

 

Antinflamatórios não hormonais. Drogas como os antiinflamatórios podem reduzir a dor e o edema. Entretanto devem ser usados com cuidado e com orientação médica devido aos efeitos colaterais e contraindicações dessas drogas.

 

Fisioterapia. O tratamento com fisioterapia é a base do tratamento conservador e deve ser realizado diariamente, de maneira adequada e de preferência com o acompanhamento de um fisioterapeuta. Podem ser realizados alongamentos da musculatura da panturrilha, exercícios de fortalecimento excêntrico da musculatura da panturrilha além de modalidades de fisioterapia analgésica como terapia por ondas de choque extracorpórea, .

 

Calçados e órteses. A tendinopatia insercional do tendão de Aquiles muitas vezes e aliviada com o uso de calçados ou órteses específicas. Calçados com a parte posterior macia e acolchoada, bem como com um pequeno salto pode aliviar um pouco a tensão no tendão de Aquiles. Calcanheiras de silicone ou dispositivos siliconados específicos também podem ser usados.

 

Tratamento Cirúrgico

O tratamento cirúrgico deve ser considerado para aliviar a tendinopatia do tendão de Aquiles somente se a dor não melhorar após 6 meses de tratamento conservador ou se o tendão de Aquiles apresentar lesões importantes e/ou rupturas agudas. O tipo específico de cirurgia depende da localização da lesão, do grau de lesão e da presença ou não de outras alterações associadas. As cirurgias mais utilizadas são: alongamento do gastrocnêmio, desbridamento e reparo da lesão e desbridamento e transferências tendíneas.

 

Recuperação

A maioria dos pacientes apresentam um bom resultado de cirurgia. O principal fator na recuperação cirúrgica é a extensão de danos no tendão. Quanto maior a porção do tendão envolvido, mais longo será o período de recuperação, e menor a probabilidade do paciente retornar à atividade esportiva. A fisioterapia é uma parte importante da recuperação. Muitos pacientes necessitam de até 12 meses de reabilitação antes que estejam livres de dor.

 

Complicações

Dor moderada a grave após cirurgia é observado em 20% a 30% dos pacientes e é a complicação mais comum. Além disso, complicações superficiais de ferida operatória podem ocorrer e exigem cuidado no tratamento.

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